É comum o ronco ser tratado como piada de casal, "fulano ronca igual trator", até o ponto em que deixa de ser engraçado e começa a afetar o sono de quem dorme ao lado, todas as noites. Esse desgaste é real e é um motivo legítimo para buscar avaliação, não só a preocupação com a própria saúde de quem ronca.
Por que o ronco de um afeta o sono dos dois
Dormir ao lado de alguém que ronca de forma intensa e recorrente pode fragmentar o próprio sono de quem não ronca, microdespertares ao longo da noite, mesmo sem perceber conscientemente. Revisões da literatura indicam que parceiros de roncadores têm cerca de duas vezes mais dificuldade para iniciar e manter o sono (McArdle et al., 2001, citado em Fischer et al., 2020); uma pesquisa da Sleep Foundation encontrou que 75% das pessoas que dormem com alguém que ronca relatam impacto no próprio sono. Com o tempo, isso pode significar duas pessoas cansadas no dia seguinte, não só uma.
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Sinais de que já passou de "é só um ronco"
- Quartos ou camas separados por causa do ronco, de forma recorrente.
- Um dos dois relatando sono fragmentado ou irritabilidade ligada às noites de ronco mais intenso.
- Pausas na respiração percebidas durante o sono (esse sinal, especificamente, é o que diferencia ronco de possível apneia, veja Ronco e apneia do sono: qual a diferença e quando se preocupar).
- Sensação de "nunca descansar" relatada por quem ronca, mesmo dormindo horas suficientes.
Por que vale tratar o ronco mesmo sem apneia confirmada
Mesmo quando a investigação descarta apneia, o ronco recorrente e intenso pode ser avaliado e tratado, não é "normal" só porque é comum. O impacto na qualidade do sono (de quem ronca e de quem dorme ao lado) já é motivo suficiente para buscar avaliação, independentemente de haver ou não apneia associada.
Como funciona a avaliação para esse tipo de caso
A avaliação busca entender a causa do ronco e se há (ou não) sinais de apneia associada, o que direciona o tipo de tratamento, incluindo a possibilidade de aparelho intraoral, explicada no artigo Aparelho intraoral para ronco: como funciona e para quem é indicado.
Perguntas frequentes
Ronco alto sempre incomoda quem dorme ao lado?
Varia de pessoa para pessoa e de intensidade do ronco, mas pesquisas mostram que a maioria de quem dorme com alguém que ronca sente algum impacto no próprio sono, o que já é motivo suficiente para buscar avaliação.
É normal dormir em quartos separados por causa do ronco?
Isso é uma escolha pessoal de cada casal, mas quando chega a esse ponto, pode ser um sinal de que vale a pena investigar e tratar o ronco, em vez de só contornar a situação.
Tratar o ronco melhora a relação do casal?
Tratar o ronco tende a melhorar a qualidade do sono de ambos, isso pode refletir em mais disposição no dia a dia, mas não é uma promessa sobre a relação em si.
Vale a pena procurar ajuda mesmo se o ronco não for "tão grave"?
Sim, incômodo recorrente já é motivo válido para avaliação, independentemente de haver ou não um diagnóstico de apneia associado.
Agende sua avaliação
Se o ronco já virou assunto recorrente em casa, vale conversar com quem pode avaliar a causa. Agende sua avaliação na Zircon Odontologia, clínica da Dra. Letícia Soares em Nova Lima.
Fontes
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